sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ciclo.

Essa distância toda acaba me deixando presa ainda mais a você.
É como se eu pensasse desesperadamente o que você estaria fazendo no determinado momento que eu penso - sempre -.
É o meu ciclo, eu acordo, penso em você, disfarço e tento fazer do meu dia mais um dia sem você.
Fico pensando se você já comeu, tomou banho, se respira.
Aí brigo comigo, e como, e tomo banho e respiro, na esperança muda de ver você novamente.
Aí passa na minha cabeça ligar, desabafar, pedir pra voltar. Mas, amor não se implora, eu aprendi.
E tenho aprendido que saudade é sinônimo de verdade.

Esteja bem, esteja em paz, durma bem.
Um dia quem sabe a gente se encontra, e tudo então fica em paz de novo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Verdade.

Ser vontade, ainda mais do que saudade. Ser vontade, de verdade. 
Vos digo com clareza, sou encontro, em todos os cantos e pedaços de mim. 
Sou presença, raramente aceita na permanência. 

Sou a causa do vislumbre do teu rosto, do anseio da tua pele, da instancia do teu toque, da beleza do teu olhar.
Sou cada parte de mim que aparece ofuscantemente em ti, nesses pequenos ossos, lindos ossos, meus ossos. Existe uma luz em tudo que vejo, sou luz.
Sou também a perola mais bonita do teu mar.
Sou todas as rosas perfumadas, a margem de todos os rios, orvalhos, carvalhos. 

Tenho um amor violento dentro de mim, que acalma e pacifica o mundo inteiro. O meu.
Guardo um amor delicado, com sussurros, flores, romance. 

Cálice de vinho, Cale-se por mim, Case-se comigo.

Sem ausências, sem desculpas, sem arrependimentos, sem mentira. 
Bu! Te assusto com a minha verdade quieta, pois todo amor rebelado revela uma força real.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Agora eu sei.

Você deve gostar do que lê. E tudo isso são só minhas meias verdades.
Meu amor incompreendido, minha vontade nula, minha variável de pensamentos incontidos, meu mundo.
É a minha foda boa, minhas lágrimas, minhas dúvidas.
Minha certeza de tudo, e de nada. Meus erros, meus palavrões, minha agenda.

Aqui só tem frase rabugenta e sem sentido. Sentimentos sem algemas propositadas. É só isso!
Tudo o que talvez você já teve também.Já sentiu também. Mas eu entendo, essa coisa de ler e se identificar.
Tem tanto escritor/escritora foda rondando o coração e a mente das pessoas por aí.
Eu acho Caio foda, e queria sê-lo, acho Clarice genial, Tati um ser de outro mundo de tão eu que se parece.

Eu entendo, tem certas coisas que a gente acha foda e simplesmente não consegue parar de ler.

True.

Os joelhos esfolados, coração com aquele pequeno e amarelo band-aid, sorriso com ferimentos leves de incompreensão. De cara lavada e sem expressão.
Sem grito saindo pela boca, sem fogo saindo dos olhos, sem borboletas no estômago.
Sem flores nos vasos. Sem ideia. Sem importância. Sem nada que me lembre você. Então, sem amor, sem alegria, sem horários fixos, sem planos.

Quero tudo assim, sem sentido, sem fumaça, sem gota, sem sopro. Sem cama, sem cartas, sem lua, nem sol. Sem teu gosto e teu gostar. Sem você, sem eu.

E eu te amo.

Quase muralha, quase fogo, quase chuva, quase sol, quase lua, quase importante, quase amor, quase eu, quase você.
E isso é só o começo. A vida não para!

A menina dos cabelos dourados.

Ela anda com um ar de quem conhece um pouco de todo tudo que existe.
Ela sorri sem medo, como se não fosse possivel acontecer alguma coisa que a fizesse largar aquele sorriso bobo de canto.
Seus olhos marcantes, boca carnuda, lábia precisa. Ela desorienta o mundo por não ser orientada.

A menina de cabelos dourados desenha um futuro tão bobo quanto um romance desconhecido.
Ela guarda um tesouro a sete chaves. Sem medo, ama. E ama sabendo que vai sofrer muitas vezes ainda.
Ama porque apesar de se machucar, pouco machuca.
O amor que nela prende é dado a poucos e aceito por quase ninguém.

 Ela se guarda, aguarda, espera, te espera.
Com tantos sentimentos dando sopa por aí, ela prefere ser amada.
Não é convincente? As vezes é. Ela anda despida por aí, tentando provar que as mentira são verdades, e vice-versa, ela tenta, ela se quebra, ela se dana. Ela tem sede, se manifesta, se dobra, se vicia, se engana.

Ela ama, ama ama e tudo e tudo e tudo.

Verdadinhas.

 Eu nunca pensei que diria isso, mas digo, com força, de narinas e mãos abertas: eu minto.
Eu minto todos os dias, pra mim, pra você, pra flor roxa do vaso bonito da vizinha, eu minto.
E mentir não é feio dependendo do quê. Eu minto quando eu digo: Eu te amo.
Porque eu não amo, eu nem sei o que isso significa na linguagem de hoje.
As pessoas deixaram ha tempos de falar a verdade. Aquela verdade sentida no fundo da alma. As pessoas nem sabem mais o que a alma significa.

Eu minto porque eu não sei a imensidade do sentimento que eu guardo no fundo do peito, da caixa, da vida, de mim. Eu minto por falar o que todos falam: "ela e bonita, mentir é feio, falsidade é cruel, gordurinhas a mais são desnecessárias, tenha um bom dia."
Tudo é falso. E eu cansei de falsidade faz muito tempo.

Eu não amo você, eu simplesmente não sei como seria minha vida se eu não tivesse te conhecido.
Eu só não sei o que fazer de mim, desse trapo, desse rosto, dessas roupas e desses sonhos se um dia você resolver ir embora e me abandonar.
Esse: eu te amo, que todo mundo fala é banal demais, é mentiroso demais, é pequeno e curto demais.

Você me basta, você me acha, me completa, me dá uma surra de tudo que é sincero.
É isso que você me faz, e apesar de não gostar de mentir, a frase mais chula de hoje é: eu te amo. Então, eu te amo.
Tenho tanto romance dentro de mim, que estorinha nenhuma de terror me abala. Suspense nenhum me assusta, e comédia nenhuma tira sarro de mim.
Eu não sei mentir, embora eu minta vez em quando.
Sou um serzinho difícil, desses que não dá pra suprir amor em segundos. Mas sou fácil também, tão fácil como fechar uma torneira quebrada.

Eu não minto peixinha, só não concordo com as verdades desse mundo. Então a minha verdade é uma só: Juntas.

E a flor roxa da dona Vera, é bonita, vai.

Beleza

Sempre antes de dormir, eu faço meu ritual particular. Fico olhando o céu, as vezes tem estrelas, as vezes não, as vezes escuro demais as vezes não. Na varanda de casa faço um pedido, desses que não se pede com alguém por perto. Desses que te faz apertar os olhos com força. Gosto dessa entrega ao tempo, á noite, á lua. Gosto desse clima, mesmo sendo quente pra burro.

Pernas largadas em duas cadeiras, cabelos soltos, um vento curto, pensamentos leves.
Um bom lugar pra uma solidão a dois, um silencio a dois um amor á dois.

Noites chuvosas são sempre melhores, apesar de não haver estrela alguma. Aquela brisa gelada na bochecha, nariz gelado, pés descalços e um vestido longo e largo. Leveza. Seria bonito se todos pudessem no mesmo horário desfrutar desses acontecimentos de Deus. Seria bonito, mas coisas bonitas não acontecem mais.
É triste, eu sei.

Vou lá gelar meu nariz, e ser bonita.